in:http://www.act.gov.pt/(pt-PT)/CentroInformacao/Estatisticas/Distribuicaopormes/Paginas/default.aspx
Acto Seguro
Segurança sem barreiras, sem filtros e desamarrada de excessos. Fazer naturalmente do trabalho um Acto Seguro.
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Sinistralidade - Evolução dos Acidentes de trabalho mortais
in:http://www.act.gov.pt/(pt-PT)/CentroInformacao/Estatisticas/Distribuicaopormes/Paginas/default.aspx
quinta-feira, 30 de junho de 2011
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Cultura de segurança, um custo ou um investimento?
Diariamente as organizações são confrontadas com questões relacionadas com a segurança do trabalho no âmbito do desenvolvimento do seu processo produtivo, invariavelmente às decisões pro-segurança que são adoptadas estão associados custos. Custos esses que poderão ser de aquisição de bens, de implementação de novos procedimentos, de formação dos trabalhadores, da redução da relação proporcional tempo/produção e que poderão, numa análise directa e superficial, ter custos acrescidos significativos para o produto final. São, por isso, considerados custos elevados, logo desencorajadores de uma continuada prática e aposta na segurança do trabalho, ainda para mais nos tempos de crise de hoje e provavelmente de amanhã.
Sabendo que, habitualmente, grandes multinacionais são consideradas portadoras de uma maior cultura de segurança, custa-me a crer que organizações do género mantenham, genericamente, tão grande aposta sem que tenham entendido ou estudado profundamente a mais-valia do seu investimento. Numa breve reflexão chegamos rapidamente à conclusão que países desenvolvidos, empresas de destaque pelos elevados índices produtivos, e de desempenho de segurança, manifestam apostas fortes na prevenção e na sua cultura de segurança que se traduz numa reduzida taxa de sinistralidade e mantém também elevados índices competitivos.
Mas o que será que estas organizações sabem de tão especial cuja actividade não possa ser repetida em organizações de menor dimensão e com menores recursos financeiros?
Menos acidentes, menos dias perdidos por acidente de trabalho ou doença profissional, menos horas extraordinárias, menos matéria-prima desperdiçada, menos equipamento danificado, menos recursos gastos com processos burocráticos, menos coimas, inexistência de degradação comercial da marca…e por aí fora. Mas se, aparentemente é assim tão simples, porque razão é o nosso dia-a-dia confrontado com tão grandes dificuldades na implementação dos sistemas de gestão de segurança do trabalho que invariavelmente chocam com a dimensão financeira de cada medida que se queira tomar?
Uma das coisas que constato com frequência é que as organizações que consideram a segurança um custo já identificaram objectivamente quanto custa a segurança do trabalho, os seus recursos humanos, os equipamentos, as manutenções, certificações, etc, mas quando confrontado com os custos da não segurança fico sempre com a sensação de estar a entrar em zona desconhecida, num vazio de números, mas apenas numa suposição ultrapassada e arcaica mas que está profundamente enraizada em alguns gestores.
É possível ao menos ter todos os dados disponíveis para confirmar, se faz favor, se estamos perante um custo ou benefício?
A questão que levanto é que a medição das mais-valias que a segurança traz em cada organização deverá ser, pelo menos numa primeira fase, inicialmente estudada através da identificação dos custos da não segurança, isto é se, a cada acidente de trabalho corresponde uma investigação relativa às circunstâncias do acidente, as suas causas, porquê não o quantificar financeiramente? Qual a repercussão económica na organização de cada acidente de trabalho?
Ajudem-me, quantas organizações conhecem que, chegando ao fim do ano, para além dos custos da sustentação de um sistema de gestão de segurança do trabalho, opõem o estudo aprofundado dos custos de todos os acidentes de trabalho que tiveram?
PS: Obviamente, e porque isso não se quantifica, neste texto não está efectuada nenhuma referência à maior valia de um sistema de segurança do trabalho que é o da promoção e defesa da integridade física, do respeito pessoal, por cada trabalhador. Parti do principio que isso já toda a gente sabe…
terça-feira, 24 de maio de 2011
Dissipador de duvidas....para técnicos de segurança e não só!
Onze anos passaram desde a regulamentação e a publicação do Decreto de Lei 110/2000 de 30 de Junho que estabelece as condições de acesso e de exercício das profissões de técnico superior de segurança e higiene do trabalho e de técnico de segurança e higiene do trabalho, pelas palavras do Decreto de lei 110/2000 de 30 de Junho.
Não pretendo com este simples texto de opinião tecer nenhuma critica ao conteúdo do documento, nem tão pouco a legitimidade de tão importante referência legal, gostaria sim e apenas, de relembrar a pertinência de um único artigo que o compõe.
Provavelmente será daqueles diplomas que todos os profissionais da área reconhecerão facilmente, mas talvez seja boa altura voltar a olhar para ele quando tantos colegas da profissão começam a ter experiências em tribunal, no âmbito do desenvolvimento da sua actividade profissional, que não gostariam de repetir.
A questão que coloco, que pessoalmente e regularmente gosto de relembrar, e que tem a ver com o dito artigo do diploma em causa, é quantas vezes durante o exercício da nossa actividade profissional consideramos que atitude ou posição devemos assumir relativamente a uma qualquer circunstância que estamos avaliar no nosso quotidiano profissional.
Uma leitura atenta ao artigo 4 “Deontologia Profissional” é um dissipador de duvidas por excelência quanto à natureza da nossa actividade e eventualmente à atitude concreta que devemos assumir na nossa vida profissional. Dirão, porventura, que um técnico de segurança é muito mais que isso, sim, poderá ser eventualmente muito mais outras coisas, mas na verdade em todas as nossas acções do “muito mais outras coisas” que fazemos não devemos, nem podemos (até porque se trata de uma referência legal), esquecer a essência do que lá está escrito.
Experimentem o exercício de ler o dito “artigo” quando tiverem perante uma dúvida de como agir perante determinada situação em que o vosso profissionalismo poderá ser colocado à prova.
Relembrando as palavras de um senhor procurador do ministério público, e já agora experimentem também, na vossa esfera de contactos pessoais e profissionais, saber quantas pessoas conhecem em que as suas respectivas categorias profissionais têm legalmente definido um código de deontologia?
Depois digam qualquer coisa se ainda continuarem com duvidas….
terça-feira, 26 de abril de 2011
A Segurança como educação
Aprendi a considerar a segurança do trabalho como um acto de elevada magnitude Humana. Prevenir é para mim um acto de respeito pelo Homem, pelo trabalhador, por um pai ou mãe que em troca do seu trabalho sustenta uma família. Isso faz de um técnico de segurança um profissional nobre, que lida com valores que envolvem a dignidade e integridade do ser humano activo cujo horizonte de vida não se esgota na esfera profissional nem na prestação diária de uma determinada actividade profissional mas também na sua realização pessoal e familiar.
Diria mesmo que a segurança do trabalho é, em primeira instância, um acto de civismo e educação, tão primário e básico que competirá, eventualmente, aos pais iniciar os seus filhos uma cultura de prevenção e segurança.
Assumindo que a dificuldade dos tempos actuais, a instabilidade social e económica em que vivemos pode constituir um sério obstáculo à implementação eficaz dos sistemas de segurança que defendemos no nosso dia a dia, gostaria de pensar que, independentemente disso, não é possível dissociar a segurança do trabalho da produção ou eliminá-la das previsões financeiras que se possam fazer, ignorá-la como se de um fardo se tratasse, deixando a sua concretização à mercê da sorte e da expectativa que, apesar do risco, nada venha a acontecer.
A segurança só deixa de ser um objectivo na mente de todos quando é dissociada da produção, e só é dissociada da produção quando se perde o respeito pelos que produzem trabalho.
A segurança é feita de pessoas, por pessoas e para as pessoas…pouco mais que isso se tratará, julgo eu.
sábado, 16 de abril de 2011
Dezasseis anos de prisão para presidente de Thyssen Krupp Itália
Para ler, reflectir e divulgar principalmente por quem ousa (ou arrisca) pensar que a segurança não é transversal à estrutura de uma organização.
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=1832151
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=1832151
28 de Abril - Dia Nacional da Prevenção e Segurança no Trabalho
Menos acidentes, menos custos, maior produtividade é assim que se comemora no próximo dia 28 de Abril o dia nacional da Prevenção e Segurança no Trabalho, este ano sob o tema "5 Passos para a Segurança e Saúde no Trabalho" um dia a comemorar nos restantes 364 dias, digo eu.
Aproveito para destacar o relatório da Organização Internacional do Trabalho relativamente ao ano de 2010, que podem consultar em http://www.dnpst.eu
"Nos últimos anos têm surgido riscos novos e emergentes causados por inovações técnicas e mudanças sociais ou organizacionais, tais como: as novas tecnologias, novos processos de produção (e.g. nanotecnologias e biotecnologias), as novas condições de trabalho com cargas de trabalho mais elevadas, intensificação de tarefas devido à redução de efectivos, más condições associadas à migração, empregos na economia informal, formas emergentes de emprego, como o emprego independente, a subcontratação ou os contratos temporários.
Estes riscos podem ser mais facilmente reconhecidos através de uma melhor compreensão científica, por exemplo, os efeitos dos riscos ergonómicos nas perturbações músculo-esqueléticas, e os efeitos dos factores psicossociais sobre o stress no trabalho."
quarta-feira, 30 de março de 2011
Primeiro Acto
O Acto Seguro é um blog que tem como objectivo criar um espaço de reflexão pessoal sobre a temática da Saúde, Higiene e Segurança do Trabalho. Reflexão essa que se pretende esclarecida e independente, que seja o resultado da experiência profissional, do conhecimento, do desconhecimento, de muitas duvidas e de algumas certezas, porque só a ignorância impede a duvida. Pretende também ser uma forma de divulgar a minha actividade profissional nesta nova fase de trabalhador independente, fazer o balanço de 15 anos de actividade e a projecção dos próximos 15.
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